Controle Biológico

O controle biológico consiste no emprego de um organismo (predador, parasita ou patógeno) que ataca outro que esteja causando danos econômicos às lavouras. Trata-se de uma estratégia muito utilizada em sistemas agroecológicos, assim como na agricultura convencional que se vale do Manejo Integrado de Pragas (MIP).



No que diz respeito às iniciativas políticas de redução no uso de agrotóxicos, atualmente, o exemplo cubano é o mais contundente. Desde 1982, Cuba tem-se voltado para o MIP, com ênfase no controle biológico. Em dencorrência do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos que impossibilita a compra de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, os agricultores cubanos aprenderam a substituir o uso de agrotóxicos por um programa maçico de controle biológico. O Programa cubano envolve cerca de 14 laboratórios regionais, 60 estações territoriais de defesa vegetal espalhadas pelo país, 27 postos de fronteira equipados com laboratórios de diagnósticos e 218 Unidades do Centro para Reprodução de Entomófagos e Entomopatógenos, responsáveis pelo controle biológico de 56% da área agrícola do país.Um dos aspectos importantes da estratégia cubana é a desencentralização da produção dos agentes de controle biológico, graças a técnicas simples e de baixo custo que foram desenvolvidas nas duas últimas décadas, possibilitando, simultaneamente, uma produção artesanal e de alto padrão de qualidade. Essa produção é feita pelos próprios filhos de agricultores associados às cooperativas que trabalham na elaboração de modernos produtos biotecnológicos em escala local.
No Brasil, embora o uso do controle biológico não seja uma prática generalizada entre os agricultores, há avanços significativos em alguns cultivos, devido aos esforços de órgãos estaduais de pesquisa e da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Um exemplo de sucesso é o controle da lagarta da soja ( Anticarsia gemmatallis) por meio do Baculovirus anticarsia. Essa prática foi lançada pelo Centro Nacional de Pesquisa da Soja em 1983 e, desde então, o produto foi utilizado em mais de dez milhões de hectares, proporcionando ao país uma economia estimada em cem milhões de dólares em agrotóxicos, sem considerar os benefícios ambientais resultantes da não-aplicação de mais de onze milhões de litros desses produtos.

Para alcançar esses resultados, todo programa de controle biológico deve começar com o reconhecimento dos inimigos naturais da "praga-chave da cultura" (principal organismo que causa danos econômicos à lavouras). Uma vez identificada a espécie e o comportamento da "praga" em questão, o principal desafio dos centros de pesquisa diz respeito a reprodução desse inimigo natural em grandes quantidades e com custos reduzidos. Outras estratégia, consiste no desenvolvimento dentro da propriedade de práticas culturais ( consórcio e rotação de culturas, uso de plantas como "quebra-vento", cultivos em faixas, entre outros) que aumentem a diversidade de espécies e a estabilidade ecológica do sistema, dificultando a reprodução do organismo com potencial para se tornar uma "praga" .

Atualmente, nos programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), existe uma tendência de caracterizá-lo não apenas como uma prática que propõe um manejo racional de agrotóxicos, mas também como um conjunto de práticas que inclua, além do próprio controle biológico, a rotação de culturas e o uso de variedades resistentes.

A seguir, são apresentados alguns dos organismos utilizados no Brasil para o o controle biológico de pragas:



Embora o controle biológico traga respostas positivas na redução ou abandono do uso de agrotóxicos e na melhoria de renda dos agricultores, analisando o conjunto de experiências realizadas mundialmente, verifica-se que os resultados ainda estão concentrados em apenas alguns cultivos e, principalmente, no controle de insetos. Em outras palavras, ainda existe muito o que desenvolver nas áreas de controle de pragas e doenças.
Vale ressaltar que, segundo os princípios da Agroecologia a superação do problema do ataque de pragas e doenças só será alcançada por meio de uma abordagem mais integrada dos sistemas de produção. Isso significa intervir sobre as causas do surgimento de pragas e doenças e aplicar o princípio da prevenção, buscando a relação do problema com a estrutura e fertilidade do solo, e com o desequilíbrio nutricional e metabólico das plantas. O controle biológico, assim como qualquer estratégia dentro de um sistema agroecológico de produção jamais poderá ser um "fim em si mesmo", deve ser apenas o veículo para que o conhecimento e a experiência acumulados se manifestem na busca de soluções específicas para cada propriedade. Em outras palavras, nas propriedades agroecológicas em vez dos microorganismos é o ser humano que deve atuar como o principal agente de controle biológico

Fontes:
Jornal "A Folha de São Paulo", caderno "Agrofolha", 1998.
Livro "Crise Socioambiental e Conversão Ecológica da Agricultura Brasileira", Silvio Gomes de Almeida e outros, Rio de Janeiro: AS-PTA, 2001.



Broca do colmo da cana

Broca do colmo da cana-de-açúcar: Diatraea saccharalis

Ordem: Lepidoptera. Família: Pyralidae

As larvas, quando bem desenvolvidas, medem de 25 a 30 mm de comprimento, apresentam coloração branca acompanhada de inúmeras pontuações castanhas no dorso e nas laterais. O adulto é uma mariposa cujas asas anteriores e posteriores apresentam coloração amarela-palha e esbranquiçada, respectivamente, com uma envergadura que varia de 16 a 25 mm. A oviposição é realizada nas folhagens, preferencialmente na face dorsal. Logo após a eclosão, as larvas alimentam-se do parênquima das folhagens, passando para a bainha das mesmas. Após a primeira muda, quando as larvas estão com suas mandíbulas, há uma perfuração do colmo, onde geralmente abrem galerias longitudinais, sendo que a galeria transversal ocorre com menor freqüência. Decorridos aproximadamente 40 dias, as lagartas chegam a atingir um comprimento de 22 a 25 mm e têm agora coloração amarelo-pálido e cabeça marrom. A fase de crisálida ocorre dentro do colmo, e o adulto sai por um orifício aberto pela lagarta anteriormente. O ciclo evolutivo geralmente se completa em 2 meses.



Principais culturas atacadas pela praga: Cana-de-açúcar, milho, sorgo, trigo, pastagens.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larva.

Injúria causada: Broqueamento do colmo

Sintomas de ataque: Devido às galerias formadas pelas lagartas, pode haver falhas na germinação e perda de peso; e quando essas galerias são circulares, pode acarretar em tombamento da cultura. A seca dos ponteiros, conhecida também como "coração morto", pode ocorrer na lavoura, principalmente nas plantas mais novas. As galerias abertas pelas lagartas também servem de entrada para inúmeros fungos que causam podridão, diminuindo a pureza e o rendimento do açúcar.

Principais formas de controle:


Controle físico com o uso de armadilhas luminosas.

Controle biológico com a vespa parasitoide Cotesia flavipes. 

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Cigarrinha das pastagens: Deois schach

Ordem/Subordem: Hemiptera/Homoptera. Família: Cercopidae.

A cigarrinha apresenta coloração preto-esverdeada, com uma listra transversal alaranjada nas asas, abdome e pernas vermelhas. As ninfas fixam-se nos coletos dos capins, sugando a seiva, e são protegidas por uma espuma branca secretada por suas glândulas de Bateli, apresentam coloração amarelo-esverdeada. Os ovos são amarelados, sendo que a oviposição ocorre no interior do tecido da planta de maneira isolada nas folhas e pecíolos.



Principais culturas atacadas pela praga: Pastagens.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adultos e ninfas.

Injúria causada: Sucção de seiva e injeção de toxina.

Sintomas de ataque: As plantas atacadas tem o desenvolvimento comprometido, as folhas ficam amarelas com um aspecto de queima. As ninfas atacam as raízes descobertas, prejudicando o desenvolvimento das plantas.

Principais formas de controle:


Controle biológico realizado por inimigos naturais: predadores (Anu branco, Anu preto, Andorinha, Bem-te-vi e aranhas), parasitóides (Acmopolynema hervalis, Anagyrus sp. Salpingogaster nigra) e emtomopatógenos  (Examermis sp. Entomophthora sp.  Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae).
Plantio de cultivares resistentes;

Controle cultural com o corte das folhas para expor as ninfas à radiação solar.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Cigarrinha das pastagens

Cigarrinha das pastagens: Deois flavopicta

Ordem/Subordem: Hemiptera/Homoptera. Família: Cercopidae.

Este inseto, quando adulto, apresenta formato ovalado e coloração preta, sendo que as asas possuem duas listras transversais amarelas e uma na região do clavo. O abdome e as pernas são vermelhas. Pode voar a uma distância de aproximadamente 1 km. A oviposição ocorre no solo ou em restos culturais. Os ovos possuem formato elíptico e coloração amarelada. As ninfas têm coloração amarela e se fixam nos coletos dos capins, sugando a seiva, são protegidas por uma espuma branca secretada por suas glândulas de Bateli.



Principais culturas atacadas pela praga: Pastagens, arroz, cana-de-açúcar.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adultos e ninfas.

Injúria causada: Sucção de seiva e injeção de toxina.

Sintomas de ataque: As plantas atacadas tem o desenvolvimento comprometido, as folhas ficam amarelas com um aspecto de queima. As folhas tornam-se empalamáveis para o gado.

Principais formas de controle:


Controle biológico realizado por inimigos naturais: predadores (Anu branco, Anu preto, Andorinha, Bem-te-vi e aranhas), parasitóides (Acmopolynema hervalis, Anagyrus sp. Salpingogaster nigra) e emtomopatógenos  (Examermis sp. Entomophthora sp.  Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae).
Plantio de cultivares resistentes;

Controle cultural com o corte das folhas para expor as ninfas à radiação solar.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Cigarrinha das pastagens

Cigarrinha das pastagens: Zulia entreriana

Ordem/Subordem: Hemiptera/Homoptera. Família: Cercopidae.

Esta cigarrinha apresenta coloração preto-brilhante, com uma listra transversal branco-amarelada no terço apical da asa, sendo comum algumas variações. Os ovos apresentam coloração amarelada e, geralmente, são ovipositados no solo ou em restos de vegetação. A ninfa tem coloração amarela, fixa-se nos coletos dos capins, sugando sua seiva, e é protegida por uma espuma branca, secretada pelas glândulas de Bateli.



Principais culturas atacadas pela praga: Pastagens, arroz, cana-de-açúcar.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adultos e ninfas.

Injúria causada: Sucção de seiva e injeção de toxina.

Sintomas de ataque: As plantas atacadas tem o desenvolvimento comprometido as folhas ficam amarelas com um aspecto de queima.

Principais formas de controle:


Controle biológico realizado por inimigos naturais: predadores (Anu branco, Anu preto, Andorinha, Bem-te-vi e aranhas), parasitóides (Acmopolynema hervalis, Anagyrus sp. Salpingogaster nigra) e emtomopatógenos  (Examermis sp. Entomophthora sp.  Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae).

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Pragas das Liliáceas



 

Ácaro eriofídeo: Eryophes tulipae

Possui forma alongada, quase vermiforme. Vive na dobra das folhas e sobre os bulbilhos de alho.



Principais culturas atacadas pela praga: Alho

Injúria causada: Sucção de células.

Dano: Retorcimento e seca de folhas e má formação do bulbilho.

Principais táticas de controle: Cultivo em ambiente protegido, cultivo consorciado e controle químico.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.
     

Traça dos cereais


Traça dos cereais: Plodia interpunctella

Ordem: Lepidoptera. Família: Pyralidae.

Os adultos dessa praga são mariposas pequenas que possuem asas anteriores com duas faixas avermelhadas, tórax e cabeça de coloração pardo-avermelhada. As larvas possuem coloração branca, com partes do corpo rosadas.



Principais culturas atacadas pela praga: Arroz, batata, feijão, fumo, gergelim, milho, nozes, pêra, sementes de algodão, soja, trigo e também produtos farináceos.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larvas.

Sintomas de ataque: Formação de galerias no interior dos bulbos armazenados.

Principais formas de controle:


Controle físico com o controle de temperatura e umidade relativa e uso de pós inertes (areia e argila por exemplo) com remoção física das pragas.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Caruncho do fumo

Caruncho do fumo: Lasioderma serricorne

Ordem: Coleoptera. Família: Anobiidae

O inseto adulto é um coleóptero de coloração castanho-avermelhada, forma oval, cabeça virada para baixo e antenas denteadas. As larvas são branco-amareladas pilosas e muito ágeis.



Principais culturas atacadas pela praga: Tabaco e café

Fase da vida do inseto na qual é praga: larvas.

Sintomas de ataque: Rompimento de grãos de café (não intactos), abrem galerias nos fardos de tabaco, cigarro e charutos armazenados.  

Principais formas de controle:


Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Gorgulho do feijão

Gorgulho do feijão: Acanthoscelides obtectus.

Ordem: Coleoptera. Família: Bruchidae

O adulto é um coleóptero de coloração pardo-acinzentada sendo que o seu abdome, pernas, antenas e pigídio são de tonalidade avermelhada. Seus élitros possuem estrias longitudinais paralelas, de cor cinza-escura.




Principais culturas atacadas pela praga: Grãos armazenados de feijão.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larvas.

Sintomas de ataque: Rompimento de grãos armazenados intactos

Principais formas de controle:


Controle físico com controle de temperatura e umidade dos grãos armazenados;

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Tínea dos cereais

Tínea dos cereais: Sitotroga cerealella

Ordem: Lepidoptera. Família: Gelechiidae

Praga primária dos cereais presente em tropicais, temperadas e subtropicais. Os adultos são mariposas de coloração palha com franjas na parte interna. As larvas são brancas com mandíbulas escuras.



Principais culturas atacadas pela praga: Grãos armazenados de milho, arroz, trigo, centeio e sorgo.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larvas.

Sintomas de ataque: Rompimento de grãos armazenados intactos

Principais formas de controle:


Controle físico com controle de temperatura e umidade dos grãos armazenados.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Caruncho dos cereais

Caruncho dos cereais: Sitophilus zeamais

Ordem: Coleoptera. Família: Curculionidae.

É um gorgulho de coloração castanho-escura a negra, possui cabeça em forma de rostro projetado para frente. As larvas são de coloração amarelo-clara, com cabeça marrom-escura.



Principais culturas atacadas pela praga: Grãos armazenados de milho, arroz, centeio, sorgo e trigo.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larvas e adultos.

Sintomas de ataque: Rompimento de grãos armazenados intactos.

Principais formas de controle:


Controle físco com controle de temperatura e umidade dos grãos armazenados;

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Mariposa Oriental

Mariposa oriental: Grapholita molesta.

O inseto adulto é um microlepdóptero de coloração marrom-acinzentada e asas franjadas, as larvas possuem coloração branco-creme e quando totalmente desenvolvidas medem 14 mm de comprimento.




Principais culturas atacadas pela praga: ameixa, damasco, maçã, marmelo, nêspera, pêra e pêssego.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larva.

Injúria causada: Broqueamento de ramos e frutos.

Sintomas de ataque: As lagartas atacam ponteiros, frutos e ramos e constroem galerias nos mesmos. Provocam murcha e seca das hastes e os frutos tornam-se impróprios para a a comercialização.

Principais formas de controle:


Controle cultural: Fazer a colheita dos frutos atacados e queimá-los;

Controle comportamental com uso de feromônio sexual sintético.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Mosca Branca

Mosca branca: Bemisia argentifolii

Ordem/Subordem: Hemiptera/Homoptera. Família: Aleyrodidae.

Os adultos são predominantemente brancos uma vez que suas asas são brancas e recobrem a maior parte do seu corpo. A mosca branca é um inseto muito pequeno que se parece com uma mariposa de 0,8 mm de comprimento. Os ovos apresentam um formato de pêra e uma coloração amarelada, as ninfas são translucidas amareladas.



Principais culturas atacadas pela praga: algodão, brócolis, cucurbitáceas, ornamentais, soja, solanáceas e uva.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adulto e ninfa

Injúria causada: Sucção de seiva

Sintomas de ataque: Amadurecimento irregular dos frutos, queda de frutos e folhas murcha de folhas, paralisação do crescimento e queda da produção.

Principais formas de controle:


Controle comportamental com armadilha adesiva;

Controle biológico natural com Encarsia spp.

Utilização de variedades resistentes.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Pulgão

Pulgão: Aphis gossypi

Trata-se de insetos de tamanho reduzido, possuindo coloração que varia do amarelo-claro ao verde-escuro. Esses pulgões vivem nas folhas e nos brotos mais jovens das plantas, sugando sua seiva. Com o tempo seco e quente, sua reprodução é espantosa, de modo que uma geração se completa com um tempo inferior a uma semana. No início, não possuem asas, e, quando o crescimento da população é muito intenso, a falta de alimento chega a ser fato real, com isso, os que já possuem asas, voam para outras plantas.




Principais culturas atacadas pela praga: melancia, melão, pepino, abóbora, quiabo, algodão, chuchu, citros, café, goiaba, pêra, cacau, berinjela, feijão, tomate, morango, batata, mamão, alface, cenoura, pimentão.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adulto

Injúria causada: Sucção de seiva

Sintomas de ataque: Encarquilhamento de folhas, presença e formigas que vivem em simbiose com esse pulgão devido a um líquido açucarado que é liberado pelos mesmos.

Principais formas de controle:


Controle biológico natural exercido por predadores da família Syrphidae, e Coccinelidae e por parasitóides da família Braconidae.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Coleobroca

Coleobroca: Trachyderes spp.

Ordem: Coleoptera. Família: Cerambycidae.

O adulto é um coleóptero de coloração verde e antenas longas com vários segmentos. A larva possui coloração branco-amarelada, com presença de espinhos no último segmento abdominal.



Principais culturas atacadas pela praga: Goiaba, figo, citros, abacate, cereja e ameixa.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larva

Injúria causada: Broqueamento do caule e galhos

Sintomas de ataque: Galerias nos troncos e ramos das plantas com a presença de serragem nos orifícios de entrada dos insetos, bem como no chão em locais próximos aos ataques.

Principais formas de controle:


Controle cultural com a eliminação de galhos broqueados.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Gorgulho da goiaba

Gorgulho das goiabas: Conotrachelus psidii

Ordem: Coleoptera. Família: Curculionidae.

Os adultos são besouros pardo-escuros com 6 mm de comprimento e peças bucais alongadas. Os ovos são colocados no interior do fruto e as larvas são brancas, ápodas com 1 cm de comprimento.




Principais culturas atacadas pela praga: Goiaba.

Fase da vida do inseto na qual é praga: larva

Injúria causada: Broqueamento dos frutos

Sintomas de ataque: Perfurações na polpa dos frutos, destruição das sementes e também queda dos frutos. Os frutos atacados ficam danificados interna e externamente, a perfuração não se desenvolve com o restante do fruto permanecendo uma cicatriz circular no mesmo.

Principais formas de controle:


Controle cultural com a destruição de frutos caídos e ensacamentos dos frutos verdes quando estes atingem o tamanho de uma azeitona.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Psilídeo

Psilídeo: Trizoida sp.

Os adultos possuem coloração verde e envergadura de 2 mm. Os ovos são depositados em folhas novas e as ninfas possuem coloração rósea recoberta por secreção branca.



Principais culturas atacadas pela praga: Goiaba.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adultos e ninfas.

Injúria causada: Sucção de seiva e injeção de toxinas

Sintomas de ataque: Os bordos das folhas atacadas ficam retorcidos, as plantas apresentam uma menor produção de frutos e também uma redução no tamanho dos mesmos.

Principais formas de controle:


Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Tripes

Tripes: Pseudophilothrips sp.

Os adultos possuem coloração negra, asas franjadas e envergadura de 4 mm. As ninfas são vermelhas e assim como os adultos vivem nas folhas, frutos, brotações e flores.



 Principais culturas atacadas pela praga: Goiaba.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Adultos e ninfas.

Injúria causada: Sucção de seiva

Sintomas de ataque: As folhas atacadas ficam manchadas e a lesão provocada facilita a colonização pelos fungos Collethotricum gloesporiodes e Pestalotia sp.

Principais formas de controle:


Controle cultural com a manutenção de plantas floríferas no pomar.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Curuquerê da couve

Curuquerê da couve: Ascia monuste orseis

Ordem: Lepidoptera. Família: Pieridae.

O adulto é uma mariposa de asas branco-amareladas com bordas marrons. Os ovos são amarelos, depositados em grupos separados na folha. As larvas bem desenvolvidas apresentam coloração cinza-esverdeada com listras e cabeça escura, sua envergadura é de 3,5 cm.





Principais culturas atacadas pela praga: Couve, repolho, couve-flor.

Fase da vida do inseto na qual é praga: Larva.

Injúria causada: Desfolha

Sintomas de ataque: As folhas atacadas podem ser completamente destruidas

Principais formas de controle:


Controle mecânico com esmagamento de ovos e lagartas;

Controle biológico aplicado com uso de  Bacillus thuringiensis.

Controle biológico promovido pelos inimigos naturais:  Vespidae, Chrysopidae, Syrphydae,  Coccinelidae, Tachinidae, Braconidae, Eulophidae, Encyrtidae, Pteromalidae e Chalcididae

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
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Traça das brássicas

Traça das brássicas: Plutella xylostella

Ordem: Lepidoptera. Família: Plutellidae.

São de coloração parda e, quando em repouso, apresentam uma faixa clara na face dorsal. As lagartas têm coloração verde-clara, cabeça marrom e quatro pares de falsas pernas. Os ovos possuem coloração esverdeada e são depositados na face inferior das folhas.




Principais culturas atacadas pela praga: couve, couve-flor, repolho, alface, beterraba, brócolis, chicória, entre outras.

Injúria causada:  Desfolha.

Principais formas de controle:


Controle mecânico com esmagamento de ovos e lagartas;

Controle biológico aplicado com uso de  Bacillus thuringiensis.

Controle biológico promovido pelos inimigos naturais:  Vespidae, Chrysopidae, Syrphydae,  Coccinelidae, Tachinidae, Braconidae, Eulophidae, Encyrtidae, Pteromalidae e Chalcididae
Plantio de cultivares resistentes.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Pulgão das brássicas

Pulgão das brássicas: Brevicoryne brassicae

Ápteros recobertos por "pulverulência" esbranquiçada, grande número de insetos por colônia.



Principais culturas atacadas pela praga: Rosa, ameixa, marmelo e tomate.

Injúria causada:  Sucção de seiva.

Sintomas de ataque: Enrolamento das folhas, redução do crescimento da planta e presença de fumagina.

Principais formas de controle:


Controle cultural com a eliminação de plantas daninhas hospedeiras da praga e plantio precoce das bordaduras que deverão ser pulverizadas na floração;

Controle físico com a deposição de palha de arroz nas entrelinhas da cultura;

Controle biológico com Cycloneda sanguínea, Aphidius matricariae, Aphiodoletes aphidmyza.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.


Pulgão da roseira

Pulgão da roseira: Macrosiphum rosae

Ordem/Subordem: Hemiptera/Heteroptera. Família: Aphididae.
As formas ápteras são marrons. As formas aladas possuem a cabeça marrom-escura e o abdome é marrom-claro. Possuem tamanho avantajado quando comparados aos demais pulgões.




Principais culturas atacadas pela praga: Rosa, ameixa, marmelo e tomate.

Injúria causada:  Sucção de seiva injeção de toxina e transmissão de viroses.

Sintomas de ataque: Enrolamento das folhas, atrofiamento dos brotos e aparecimento de fumagina.

Principais formas de controle:


Controle cultural com a eliminação de plantas daninhas hospedeiras da praga e plantio precoce das bordaduras que deverão ser pulverizadas na floração;

Controle físico com a deposição de palha de arroz nas entrelinhas da cultura;

Controle biológico com Cycloneda sanguínea, Aphidius matricariae, Aphiodoletes aphidmyza.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Ácaros Rajado: Tetranychus urticae

Ordem: Acari. Família: Tetranychidae.



Principais culturas atacadas pela praga: abobora, amendoim, berinjela, feijão, crisântemo, mamona, cravo, mamão, melancia.

Injúria causada:  Sucção de células das folhas e frutos

Sintomas de ataque: Manchas amareladas nas folhas que se tornam avermelhadas com o tempo. Ocorre definhamento das plantas e queda na produção. O fruto atacado fica endurecido, seco e com coloração marrom.

Principais formas de controle:


Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.





Cigarrinha do milho

Cigarrinha do milho: Dalbulus maidis

Ordem/Subordem: Hemiptera/Homoptera. Família: Cicadellidae.

Os adultos possuem tamanho reduzido (3mm de comprimento), coloração verde e duas manchas pretas no dorso da cabeça, possuem grande agilidade para movimentação.




Principais culturas atacadas pela praga: Milho.

Injúria causada:  Sucção de seiva, injeção de toxinas e transmissão de doenças (enfezamento pálido, enfezamento vermelho e virose da risca).

Sintomas de ataque: velocidade de crescimento reduzida, encurtamento dos entrenós, redução da produção, definhamento da planta, além de provocar estrias de coloração amarelada nas folhas.

Principais formas de controle:


Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Lagarta do cartucho

Lagarta do cartucho ou Lagarta militar: Spodoptera frugiperda

Ordem: Lepidoptera. Família: Noctuidae.

As mariposas são de coloração cinza-escura e têm o hábito de realizar as posturas nas folhas. As larvas possuem três pares de pernas no tórax e cinco pares de falsas pernas no abdome, a coloração é variável, de pardo-escura a preta e, às vezes, até verde com linhas longitudinais branco-amareladas . É comum encontrar apenas uma lagarta por planta devido ao seu hábito canibal.




Principais culturas atacadas pela praga: Milho, arroz, alfafa, amendoim, aveia, batata, cevada.

Injúria causada:  Broqueamento das espigas no milho e rosqueamento da base das plântulas das demais culturas.

Sintomas de ataque: Folhas raspadas com furos irregulares e “serragem” no cartucho, estande falhado, base do caule de plantas jovens broqueada.

Principais formas de controle:


Controle cultural com rotação de cultura, incorporação de restos culturais ao solo, revolvimento do solo antes do plantio;

Controle biológico com Trichograma, Doru luteipes, Clelonus insularis, Chrysoperla externa, Campoletis flavicincta Baculovirus spodoptera e Bacillus thuringiensis.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.

Lagarta elasmo

Lagarta elasmo: Elasmopalpus lignosellus

Ordem: Lepidoptera. Família: Pyralidae

O adulto é uma mariposa de coloração acinzentada. A lagarta completamente desenvolvida atinge 15 mm de comprimento e possui coloração verde-azulada, cabeça de tamanho reduzido e cor marrom-escura. Os ovos são depositados no solo junto às plantas. O desenvolvimento das larvas acontece no interior do colmo das plantas. A fase de pupa é realizada no solo, sob condições de solo seco e temperatura elevada. O ciclo biológico completa-se em 25 dias. Em condições opostas a essas, o ciclo eleva-se para mais de 60 dias. A transformação em crisálidas pode ocorrer no solo ou junto à planta.





Principais culturas atacadas pela praga: algodão, amendoim, arroz, cana-de-açúcar, ervilha, feijão, feijão-vagem, pastagens, soja, sorgo, trigo.

Injúria causada:  Broqueamento do coleto

Sintomas de ataque: Amarelecimento e morte da folha apical, sintoma denominado popularmente de  “coração morto”.

Principais formas de controle: Controle químico, a praga também pode ser controlada pelo parasitoide Tachinidae, pelos fungos entomopatogênicos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, e pela bactéria entomopatogênica Bacillus thuringiensis.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.



Larva arame

Larva arame: Conoderus spp.

Ordem: Coleoptera. Família: Elateridae

O inseto adulto é um coleóptero com élitros marrom-avermelhados, acompanhado por algumas pontuações pretas situadas próximas ao bordo interno, a larva é achatada de coloração marrom clara, com 15 a 20 mm.




Principais culturas atacadas pela praga: Arroz, aveia, batata, flores, fumo, trigo, hortaliças e cevada.

Injúria causada:  Broqueamento de raízes e tubéculos.

Sintomas de ataque:  Plantas murchas e amareladas facilmente removíveis do solo.

Principais formas de controle: Controle químico.

Fonte: Picanço, M. C. Notas de aula BAN 360. Viçosa. UFV. 2011-09-11.
Agrofit.